quinta-feira , abril 3 2025

Câmara em Jogo: A Manobra de Lira e Motta Que Pode Afastar a Voz do Povo e Blindar o Poder das Elites!

A escolha de Arthur Lira ao apoiar Hugo Motta para a presidência da Câmara representa uma jogada estratégica que visa manter o controle sobre a liderança da Casa, mas traz implicações que precisam ser vistas com um olhar crítico. Embora a ideia de “consenso” entre diferentes bancadas possa parecer positiva à primeira vista, ela revela uma faceta da política brasileira em que o “consenso” nem sempre significa cooperação para o bem comum. Muitas vezes, trata-se de acordos de bastidores que beneficiam uma elite política, enquanto questões essenciais para o trabalhador acabam negligenciadas.

Pontos positivos e negativos:

1. Positivo – Experiência Parlamentar: Motta tem uma longa trajetória na Câmara e é conhecido por sua habilidade de dialogar com diferentes grupos políticos. Isso pode facilitar a aprovação de pautas importantes, especialmente em temas que requerem apoio multipartidário. Essa experiência pode ser benéfica, por exemplo, em aprovar legislações que tenham impacto social positivo, como programas de desenvolvimento regional e projetos de infraestrutura.

2. Negativo – Centralização de Poder e Jogos de Interesse: A aliança entre Lira e Motta reflete uma estratégia para manter o controle da Câmara sob um pequeno grupo. Quando um líder político mantém forte influência sobre a presidência e a agenda da Câmara, há um risco de centralização de poder que, na prática, afasta as vozes que representam diretamente os trabalhadores. Em vez de priorizar leis que beneficiam a população, a liderança muitas vezes negocia com grandes corporações e elites, passando pautas que atendem aos interesses de poucos.

NegativoAbandono de Reformas Populares: Os acordos de bastidores que resultaram na escolha de Motta destacam uma política em que concessões são feitas entre partidos e líderes, e não necessariamente em prol de reformas significativas, como uma reforma tributária que beneficie o trabalhador ou legislações de proteção social. A manutenção do poder no mesmo grupo político pode resultar em uma Câmara que passa leis que impactam a vida dos brasileiros de forma superficial, ignorando as necessidades urgentes do povo, como uma saúde pública eficiente, educação de qualidade e transporte acessível.

Desvantagem para o Trabalhador
Falta de Compromisso com Reformas Estruturais**: A política de consenso proposta por Lira e Motta parece mais voltada a preservar o status quo do que a implementar mudanças estruturais. Por exemplo, enquanto interesses empresariais e de elites políticas são protegidos, o trabalhador enfrenta uma carga tributária pesada, salário mínimo baixo e uma falta de segurança social básica. Reformas trabalhistas e previdenciárias aprovadas nos últimos anos têm, muitas vezes, beneficiado o setor privado, precarizando o emprego e a renda dos trabalhadores.

Conclusão:

A aliança entre Lira e Motta demonstra que, enquanto há capacidade de diálogo e conciliação entre as bancadas, o custo para o trabalhador brasileiro pode ser alto, pois as prioridades da Câmara não refletem, muitas vezes, as necessidades urgentes da população. Embora o consenso e o diálogo sejam importantes, eles precisam estar alinhados com políticas que realmente impactem o bem-estar da população, algo que nem sempre parece ser prioridade quando o jogo político visa apenas perpetuar o poder entre os mesmos grupos.

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Sobre Edgar

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Edgar K B Silva, é o diretor e responsável pelo Voto Colombense, produtor Cultural e Musical, comanda o Ponto de Cultura Cena Underground.

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